Saúde / Brasil 13 de setembro de 2019 11h02

Vacina promete aliviar a rinite

Conhecida como vacina para alergia, a imunoterapia para alérgenos é um tratamento que, quando realizado com a indicação correta, apresenta com bons resultados ...

Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) apontam que a rinite já atinge mais de 40 milhões de brasileiros.

Conhecida como vacina para alergia, a imunoterapia para alérgenos é um tratamento que, quando realizado com a indicação correta, apresenta com bons resultados aos pacientes. Ela é indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos. Não está disponível no SUS, é pago.

A otorrinolaringologista Milena Costa esclarece as principais dúvidas sobre a vacina.

Confira:

Há efeitos colaterais, como ganho de peso, inchaço?
A imunoterapia alérgica pode gerar efeitos colaterais locais ou sistêmicos. As reações locais consistem em nódulos subcutâneos, que surgem 20-30 minutos no ponto da aplicações.
As reações sistêmicas podem ser inespecíficas, como dor de cabeça e nas articulações.
Em algumas pessoas, podem ocorrer reações sistêmicas brandas, como urticária, rinite ou asma leve. Raramente ocorrem reações mais importantes, como choque anafilático.

A vacina leva quanto tempo para fazer efeito?
O tempo de duração da terapia e o intervalo para obtenção dos resultados iniciais variam de acordo com a reação imunológica individual assim como o grau de exposição ao alérgeno (s) em questão. Durante uma fase inicial do tratamento, são administradas pequenas doses do alérgeno especifico, que são aumentadas progressivamente, de 1 a 2 vezes por semana, até atingir a dose de manutenção em aproximadamente 3 meses.

Deve ser aplicada anualmente?
A manutenção consiste em aplicações das doses de reforço com intervalo que pode variar de duas a seis semanas por um período de três a cinco anos, na dependência resposta individual do paciente ao antígeno (alérgeno) aplicado.

Qual o valor?
Um grande fator limitante para realização da imunoterapia alérgica é seu alto custo. Esse tratamento é oferecido somente nas clínicas particulares.
Entretanto, o valor varia muito de acordo com a duração do tratamento, resposta do paciente e número de alérgenos presente no paciente.

Crianças e idosos podem tomar?
Sim, podem.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e a Associação Brasileira de Pediatria, a imunoterapia é contra-indicada em pacientes com asma descontrolada, doença coronariana, em usuários de alguns anti-hipertensivos (beta-bloqueadores) e em pacientes com imunodeficiência e doenças autoimunes.

Com informações: Jovem Pan / Jaqueline Falcão.

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