Saúde / Mundo 03 de maio de 2021 08h30

Tem mais de 50 anos? Confira as doenças que mais matam depois dessa idade

É o que a medicina chama de envelhecimento bem-sucedido, no qual a perda fisiológica é mínima, com preservação da função robusta em uma idade avançada..

Foto: Freepik
Foto: Freepik

Quais as doenças que mais matam pessoas com mais de 50 anos de idade? Segundo o último estudo GBD (Global Burden of Disease), publicado na “Lancet”, no Brasil são:

  • as doenças cardiovasculares; 
  • as neoplasias (cânceres); 
  • o diabetes e as renais crônicas; 
  • as digestivas;
  • e as respiratórias.

Se, por um lado, o desgaste do corpo é natural, há dois caminhos a seguir: prevenir ou remediar. “Se mudarmos alguns hábitos e comportamentos, podemos melhorar esse processo de envelhecimento”, pontua o geriatra Fabio Campos Leonel, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

“A genética não conseguimos mudar – ainda! –, mas podemos orientar hábitos saudáveis, comportamentos e ambientes adequados para envelhecer melhor”, diz o especialista.

É o que a medicina chama de envelhecimento bem-sucedido, no qual a perda fisiológica é mínima, com preservação da função robusta em uma idade avançada. “O processo é ‘puro’, isento de danos causados por hábitos de vida inadequados, ambientes inapropriados e doenças”, explica.

Como prevenir as doenças que mais matam idosos

Prevenção

O caminho, sem dúvida, é a prevenção. “Na verdade, dieta, atividade física e controle das comorbidades são o tripé para o envelhecimento bem-sucedido”, diz o geriatra, que defende que os 50+ sigam recomendações individualizadas e realizadas por profissional habilitado.

“As orientações são estudadas para cada paciente, de maneira individualizada e sob supervisão. Dificilmente terão resultados satisfatórios se não seguirem algumas regras. Não é somente sair andando na rua que vamos realizar a desejada promoção de saúde e prevenção de doenças.”

Quando falamos em dietas, “não significa comer pouco ou comer mal”, exemplifica. “Justamente ao contrário. Precisamos entender que mudar o hábito alimentar é difícil e leva um tempo. Não é tarefa fácil. A alimentação deve ser balanceada para cada objetivo.”

De maneira geral, segundo o geriatra, temos uma alimentação muito rica em carboidratos. “Todo exagero é prejudicial! Mas restringir totalmente um tipo de alimento não é uma boa prática. Por isso, uma avaliação deve ser sempre realizada.”

Fumar, estar bem acima do peso e ser sedentário são fatores de risco potencializados após os 50 anos de idade, diz o especialista.

“Na verdade, a carga de doença vai aumentando. Por exemplo, quanto mais tempo o paciente fuma, mais chances de desenvolver doenças pulmonares relacionadas ao tabagismo, além de aumentar significativamente o risco cardiovascular.”

Controle

O especialista lembra que o acompanhamento médico deve ser sempre realizado de maneira preventiva. “Caso o paciente apresente já alguma ou algumas doenças, esse seguimento deverá ser mais frequente, pois existe um efeito sinérgico”, diz.

Por exemplo, o paciente com hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e obesidade tem muito mais risco de ter um evento cardiovascular, como um infarto ou um AVC (Acidente Vascular Cerebral), comparado a quem não tem o acúmulo de doenças.

“Além do efeito da própria doença, temos que pensar na quantidade de medicamentos que o paciente faz uso, pois, quanto mais doenças ele apresenta, maior a chance de usar muitos remédios, o que pode ser prejudicial, seja pela interação entre eles, seja pelos efeitos adversos.”

Nos consultórios geriátricos, diz o especialista, os 50+ buscam controlar dores, doenças crônicas e distúrbios neuropsiquiátricos, como as demências. “O importante é o olhar individualizado e o cuidado centrado no paciente, para melhorar seus sintomas e por consequência sua qualidade de vida.”

Planejamento familiar

Para conseguir prevenir e controlar as doenças que mais matam, é importante manter o orçamento familiar muito bem planejado. 

1. Ter uma reserva de emergência

reserva de emergência é uma quantia que deve ser guardada todo mês para imprevistos ou acidentes que possam ocorrer no futuro. Isso também inclui circunstâncias médicas. O dinheiro na reserva pode ser providencial em caso de gastos não previstos, como uma internação ou um tratamento longo, sem que seu orçamento familiar seja afetado.

2. Contratar um seguro

Alguns imprevistos são seguráveis. Ou seja, você pode adquirir um seguro para ajudar a proteger quem você ama sem que o valor afete seu orçamento mensal. Com essa medida, você e sua família não serão pegos de surpresa em caso de acidentes futuros.

Com informações: Instituto de Longevidade.

COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários enviados através do formulário são de inteira responsabilidade do autor. O site MarechalOnline.net se reserva no direito de coletar e armazenar informações do autor, tais como: email, macaddress e ip, para possíveis ações de responsabilidade penal - caso necessário. O site MarechalOnline.net se reserva ainda no direito de não publicar comentários com conteúdo inapropriado para o espaço. Os comentários não são editados, e quando publicados vão ao ar da forma original como foram redigidos pelo autor. Ao utilizar este recurso o autor automaticamente concorda com os termos de uso especificados acima.