Policial / Paraná 17 de setembro de 2019 08h40

Ratinho Junior e Sérgio Moro discutem reforço da segurança na fronteira

Com a participação de 16 instituições, Projeto Fusion deve iniciar ações em Foz do Iguaçu até o fim do ano...

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN-PR
Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN-PR

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sério Moro, se encontraram na segunda-feira (16), no Palácio Iguaçu, para discutir detalhes da implementação do primeiro escritório de inteligência integrado na fronteira de Foz do Iguaçu, chamado Projeto Fusion.

A iniciativa deve começar as atividades até o fim do ano e é inspirada no Fusion Center, estrutura do governo norte-americano que integra forças de segurança de diversos níveis - local, estadual e federal. O escritório vai funcionar em uma área do Parque Tecnológico de Itaipu por cinco anos. A hidrelétrica vai bancar os custos iniciais, de R$ 3 milhões. Depois será erguido um prédio para tornar o projeto definitivo.

"A instalação desse escritório em Foz do Iguaçu complementa a estratégia de integração das forças de segurança em todos os níveis", afirmou o governador Ratinho Junior. Ele ressaltou a importância da união de esforços para ampliar a vigilância na fronteira e outras iniciativas adotada pelo Paraná em parceria com o ministro da Justiça.

O governador colocou as polícias paranaenses à disposição do Ministério da Justiça e Segurança Pública e destacou que as forças estaduais já atuam de forma integrada. Com isso houve redução de 20% no número de homicídios e a apreensão de 80 toneladas de drogas neste ano. Ele explicou que as operações na fronteira também foram reforçadas.

ESTRUTURA
Pelo menos 16 instituições devem trabalhar na implementação do novo projeto de segurança. O escritório deve abrigar um núcleo do Centro Integrado de Inteligência, inaugurado neste ano em Curitiba, que tem o objetivo de auxiliar investigações e produzir conhecimento sobre os três Estados do Sul. O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado numa região de tríplice fronteira.

Além de apoio operacional para as ações fronteiriças, o Fusion Center também auxiliará investigações que estão em andamento em todo o País, principalmente de combate ao tráfico de drogas e armas, além da desarticulação de organizações criminosas. A experiência norte-americana surgiu depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A gestão do Fusion Center será feita pela Polícia Federal, para que o escritório possa fazer acordos de cooperação internacional com os países vizinhos.

Com informações: AEN.

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