Saúde / Mundo 10 de setembro de 2019 16h15

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: COMO RECONHECER OS SINTOMAS EM NÓS MESMOS E NOS FILHOS

Pais, cuidadores e educadores precisam estar atentos aos sinais para estarem prontos para questionar e ajudar os jovens...

Foto: Web
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Abracem os seus filhos. Conversem com eles. O suicídio é a segunda maior causa de mortes na adolescência, segundo a Organização Mundial da Saúde1. Abraçar e oferecer esperança por meio de ações positivas pode fazer a diferença entre a vida e a morte. É a desesperança que leva as pessoas a tirarem suas vidas. Muitas vezes os jovens estão passando por dificuldades e em vez de compartilhar a carga pesada, eles ficam em silêncio. E o silêncio mata.

Há muitos aspectos que podem levar alguém a perder a esperança e ver o suicídio como uma alternativa viável para o fim do sofrimento profundo. Muitos jovens podem apresentar sintomas de depressão, de distúrbio de ansiedade, transtorno afetivo bipolar e transtornos de personalidade. Estes são sinais de que o cérebro não está funcionando como deveria.

A depressão é uma das doenças mentais mais tratáveis. Quando os sintomas são identificados e o tratamento é desenvolvido, os jovens podem atravessar a crise. Quando os jovens canalizam os pensamentos em vez de ruminá-los, eles se sentem ouvidos, seguros, cuidados, confortados e esperançosos. Por isso, é que precisamos nos conectar e conversar. O silêncio mata.

Pais, cuidadores e educadores precisam estar atentos aos sinais para estarem prontos para questionar e ajudar os jovens. O suicídio pode ser prevenido. Primeiro vamos entender os mitos e fatos sobre o assunto:

Mito: Somente especialistas podem prevenir o suicídio.
Fato: Prevenção ao suicídio envolve todos nós, e qualquer um pode ajudar na prevenção de uma tragédia.

Mito: Pessoas mantém segredo sobre as intenções e planos suicidas para si mesmas.
Fato: A maioria das pessoas que planejam cometer o ato contra a vida, comunica a sua intenção de alguma maneira durante a semana que precede o evento. As pessoas comunicam de maneiras diferentes. Uma enfermeira testemunhou que viu o marido beijando cada pessoa da família no porta-retrato, mas ela não disse nada por que não passava estava ciente dos sinais. Fique atento as mensagens de texto que soam como despedidas: “Lembre-se sempre que eu te amo. Não se esqueça daquela viagem que fizemos juntos.”

Mito: Aqueles que falam sobre se suicidar não cometem o ato.
Fato: Aqueles que falam sobre o assunto podem tentar ou até chegar a completar um ato de autodestruição.

Mito: Uma vez que alguém decide se suicidar, não há nada que possa ser feito para impedi-los.
Fato: O suicídio pode ser prevenido e qualquer ação positiva pode salvar uma vida. Quando o cérebro está muito doente, a pessoa pode esconder informações dos outros. Fique atento para outros sinais, como não comparecer às consultas médicas ou não tomar o remédio.

Mito: Quando um jovem fala para um amigo que pretende se matar, o amigo irá buscar ajuda.
Fato: A maioria dos jovens não conta para um adulto.

Ao contrário do que pensamos, não é apenas um fator que causa alguém cometer o suicídio, mas sim o acúmulo de eventos que aumenta e reforça a percepção pessoal de desesperança. Vamos considerar a analogia de um copo com água: O copo representa a capacidade de lidar com os problemas e a água representa os fatores contribuintes predisponentes e precipitantes, que durante a vida vão enchendo o copo.

Na tabela abaixo, os fatores predisponentes podem ser: biológico, pessoal/psicológico e ambiental. O fator biológico tem influência no copo da vida. Por exemplo, homens são 3 vezes mais predispostos a tirarem suas vidas do que o sexo feminino. O fator pessoal tem contribui na manutenção da vida. Por exemplo, abusos na infância pode deixar cicatrizes doloridas, e o choque cultural pode influenciar um expatriado que se muda para um novo país. O fator ambiental também tem muita influência na manutenção da vida. Por exemplo, há estudos que mostram que suicídios aumentam no fim do ano para alguns, enquanto que para outros a primavera pode ser um fator de maior risco. Além disso, a falta da luz do sol pode eventualmente desencadear a depressão sazonal, tão presente em países dos extremos hemisférios.

Com informações: Disciplina Preventiva Brasil.

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