Cotidiano / Paraná 19 de dezembro de 2019 15h07

Pedreiro da Lapa é o 1.° paciente a passar por transplante de pulmão no Paraná

“Foi uma surpresa quando nos ligaram, na terça pela manhã, e viemos da Lapa até o hospital para o transplante ”...

Primeiro transplante de pulmão no Paraná foi feito em 5h30 no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na grande Curitiba. Foto: Hospital Angelina Caron
Primeiro transplante de pulmão no Paraná foi feito em 5h30 no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na grande Curitiba. Foto: Hospital Angelina Caron

Um pedreiro de 57 anos da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, é o primeiro paciente do Paraná a passar por um transplante de pulmão. A cirurgia, que durou 5h30, foi realizada de terça (17) para quarta-feira (18) no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, também na grande Curitiba.

Reinaldo Ferreira de Goes era um dos dez pacientes na fila de espera pelo transplante no estado. Ele sofria de enfisema pulmonar, que o impossibilitou de trabalhar nos dois últimos anos. Após o transplante, o pedreiro se recupera bem na UTI do hospital e já respira sem ajuda de aparelhos.

“Foi uma surpresa quando nos ligaram, na terça pela manhã, e viemos da Lapa até o hospital para o transplante ”, conta Valdelice Goes, esposa de Reinaldo. O casal tem quatro filhos e está junto há 27 anos

A operação de logística do primeiro transplante de pulmão do Paraná começou a cerca de 500 km de distância do local da cirurgia. O órgão foi levado de uma cidade a outra pelo helicóptero da Polícia Civil, sob coordenação da Central de Transplantes.

Complexidade

O médico Frederico Barth, que comandou a cirurgia, afirma que o Hospital Angelina Caron obteve há dois o credenciamento do Ministério da Saúde para executar transplantes de pulmão. Desde então, a equipe passou por diversos treinamentos para estar preparada para este tipo de cirurgia de alta complexidade.

“O processo é complexo e tem algumas particularidades fundamentais para a recuperação pós-cirúrgica. Além da compatibilidade sanguínea, os pulmões doados devem estar sem sinais de infecção ou indícios de lesões por trauma”, explica Barth.

O médico explica que para o transplante exige que o órgão a ser transplantado seja exatamente do tamanho do pulmão original do receptador.

Com informações: Tribuna PR.

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