Agricultura / Brasil 28 de junho de 2019 08h57

O IMPORTANTE PAPEL DOS FUNGICIDAS FOLIARES NA SOJA

Os Estados Unidos assumem a liderança com 123,66 milhões de toneladas, seguidos muito proximamente pelo Brasil, com um total de 117 milhões de toneladas previstas para o mesmo período...

A soja é uma das principais culturas agrícolas em todo o mundo. A produção global da oleaginosa para a safra 2018/2019 está projetada em 360,58 milhões de toneladas. Os Estados Unidos assumem a liderança com 123,66 milhões de toneladas, seguidos muito proximamente pelo Brasil, com um total de 117 milhões de toneladas previstas para o mesmo período. Contudo, assim como para praticamente toda cultura, ela pode sofrer com a matocompetição, o ataque de pragas de insetos e doenças causadas por diferentes organismos, como é o caso de fungos.

Fungos têm um papel muito importante nos ecossistemas do planeta e se relacionam intimamente a nós e à agricultura. São usados em laboratórios como modelos experimentais; existem os que são comestíveis e outros que participam da deterioração de alimentos; alguns são benéficos para o desenvolvimento e crescimento de plantas, e outros são nocivos para elas.

Um exemplo bastante conhecido é o da ferrugem asiática, causada pelo fungo da espécie Phakopsora pachyrhizi. A doença foi identificada pela primeira vez nas Américas em 2001, no Paraguai, e logo depois já no Brasil, no estado do Paraná, causando prejuízos consideráveis em um curto espaço de tempo. Só na safra 2003/2004, calcula-se que os custos com a doença tenham sido de US$ 2 bilhões, consequência das perdas de produtividade, chegando a 90%. Mas essa é apenas uma das doenças que uma única espécie de fungo causa na soja. Antracnose, mancha parda e mancha púrpura são exemplos de algumas outras doenças que podem se manifestar e prejudicar consideravelmente a produtividade. Assim, a aplicação de fungicidas foliares é um dos recursos mais valiosos para o combate dessas patologias.

Fungicidas foliares têm conhecida efetividade na proteção da soja contra diversas doenças, o que levou a um aumento do seu uso na maioria das áreas produtoras. O principal papel desses defensivos para o agricultor é o aumento da produtividade. Eles não aumentam a produtividade em si, é claro, mas sim protegem o potencial produtivo da cultura por manter a área verde da folha. Isso acontece pois muitas das doenças causadas por fungos acabam reduzindo a coloração esverdeada da folha, impedindo que a planta faça fotossíntese em níveis adequados e gere energia para manter-se viva e saudável. 

A aplicação de fungicidas deve levar em consideração alguns aspectos importantes. O momento no qual ela é feita é essencial para sua efetividade, principalmente em estágios críticos de crescimento, visando a prevenção da doença enquanto ela ainda não foi estabelecida. De acordo com o estágio de desenvolvimento da planta, múltiplas aplicações podem ser necessárias, uma vez que folhas ainda não emergidas no momento da aplicação não serão protegidas. Dado que formulações de fungicidas variam quanto a seus princípios ativos, o espectro de espécies de fungos-alvo também varia. Dessa forma, escolher o produto adequado de acordo com o organismo causador da doença tem um impacto direto na eficácia do uso desses defensivos, e é uma consequência da correta identificação da doença. Ainda, nesses casos em que a doença já foi detectada, a pressão (ou seja, com que intensidade ela se manifesta) pode ser maior ou menor, o que também ditará a dose e a taxa de aplicações para que o melhor efeito seja alcançado.

A agricultura já presenciou os vários benefícios que a soja obteve advindos do uso adequado de produtos que garantem sua proteção. Devido ao impacto que doenças causadas por fungos podem ter sobre sua produtividade, pode-se garantir que fungicidas e suas novas aplicações continuarão sendo fundamentais para a continuidade da produção dessa commodity em escala mundial.

Com informações: Agricultura Moderna.

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