Política / Brasil 13 de abril de 2021 14h25

Governo espera correção no valor do orçamento de 2021 até 22 de abril

Para economista é inconcebível realizar algo da forma como o orçamento foi aprovado...

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Com o erro no valor do orçamento de 2021, o Governo Federal espera que a correção seja feita até o próximo dia 22 de abril. Sem o dinheiro necessário, fica difícil executar os gastos obrigatórios e fazer novas obras neste ano. Para o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), não é a primeira vez que isto acontece.

De acordo com o parlamentar, o seguro desemprego para quem for demitido está comprometido. "Permitiu-se, de outro lado, no chamado toma lá dá cá, a transferência de recursos de setores essenciais, como por exemplo o seguro desemprego, para emendas parlamentares. Isto é o mais grave.

Agora, cabe ao presidente da República o veto parcial, se desejar, e terá que ficar o ano todo tapando os buracos abertos pela incompetência neste orçamento mal ajambrado que aprovamos no Congresso Nacional".

Para o economista da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli, é inconcebível realizar algo da forma como este orçamento foi aprovado. ?Nós estamos com um orçamento que é irrealista. A maior parte dos estudiosos, dos especialistas, acredita que o orçamento, como está posto, é inviável?.

O economista acrescenta que as despesas obrigatórias não serão cumpridas pelo governo, diante deste erro no valor do orçamento de 2021. ?Significa que o orçamento não poderá ser executado. O orçamento que foi encaminhado ao Congresso, ou o orçamento que o Congresso emendou não pode ser implementado. A condição é de inviabilidade diante da necessidade, por exemplo, de complementar valor correspondente a despesas obrigatórias, aquelas que não podem deixar de ser efetuadas, que não podem ser rateadas?, explica.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a equipe econômica admitiu o erro no montante do orçamento de 2021. Durante a votação do orçamento, o Congresso cortou R$ 26.450 bilhões em gastos para atender as emendas parlamentares previstas para este ano. As emendas chegaram a R$ 46 bilhões em 2022.

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