Saúde / Brasil 07 de janeiro de 2020 14h06

Gêmeas siamesas nascem em maternidade de Campo Grande

O caso das crianças é considerado grave, porém estável…

Parto raro de gêmeas siamesas aconteceu na maternidade da Santa Casa de Campo Grande, na última sexta-feira (3) e divulgado nesta segunda-feira (6). As duas meninas que nasceram com o tórax e parte superior do abdômen, vieram ao mundo com 35 semanas e pesando juntas 3.890 kg. 

A mãe das gêmeas, Alice Aparecida Silva Gil, contou que descobriu da situação das filhas no primeiro ultrassom.

“No dia oito de agosto do ano passado fiz meu primeiro ultrassom e já fui informada da situação das meninas que estavam interligadas. Aí meu mundo e do meu esposo caiu, pois sabemos que é um caso muito delicado”, relembrou.

Durante a gestação, Alice ficou internada na Santa Casa por quatro vezes e, agora, a expectativa é sair do hospital com as filhas nas mãos. “A primeira vez que eu fiquei internada estava com 28 semanas aí depois disso ficava uma semana em casa e a outra aqui no hospital até o momento do parto. Todo suporte que eu tive aqui na Santa Casa desde o começo foi maravilhoso. Eu sou muito grata. Agora queremos que elas fiquem forte logo e levar elas para casa. Estamos torcendo para que tudo dê certo. Só de elas estarem vivas até agora já é uma vitória. Sabemos que toda equipe envolvida com nossas filhas está fazendo o melhor”, disse a mãe. 

A Santa Casa informou, em nota, que as gêmeas seguem em estado grave, porém estável hemodinamicamente. Elas permanecem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital e respiram com o auxílio de aparelhos. A equipe médica informa ainda que as meninas recebem antibióticos, alimentação parenteral, recebendo acompanhamento da equipe médica clínica e cirúrgica multidisciplinar e que ainda não tem definição em relação a cirurgia de separação.

Nos últimos seis anos, este é o terceiro caso atendido no hospital, sendo que o nascimento de gêmeas xifópagas ou siamesas tem incidência de 1 para cada 100 mil nascidos vivos. Em geral, no mundo, somente 18% dos gêmeos nessa condição sobrevivem. É um caso bastante grave e complexo e a decisão em relação ao manejo clínico e cirurgia de separação depende da anatomia interna em relação a quais órgãos e de que forma são compartilhados.

“Nos outros casos [que aconteceram], uma das duplas de gêmeos foram estabilizados e transferidos para Goiânia, já os outros gemelares foram a óbito ainda no pronto-socorro Pediátrico (nascidos em Três Lagoas). São casos raros que precisam ser estudados minuciosamente antes de tomarmos qualquer decisão. As gêmeas estão sendo acompanhadas por toda equipe multiprofissional e recebendo o melhor tratamento para elas no momento”, explicou o neonatologista, Dr. Walter Perez.

Com informações: Correio do Estado.

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