Tecnologia / Paraná 09 de setembro de 2020 09h37

Com golpes cada vez mais frequentes, saiba como evitar a clonagem do seu WhatsApp

Em Cascavel o Prefeito já teve a conta clonada, um casal também passou pela mesma situação e recentemente uma clinica de fertilização foi alvo dos golpistas...

Aplicativo mais utilizado em todo o mundo, o WhatsApp tem atraído a atenção de cibercriminosos, que criam ataques ou inventam maneiras de ganhar algum tipo de vantagem por meio do mensageiro. E embora não seja algo inédito, uma modalidade de golpe tem ganhado destaque no Paraná nos últimos tempos: a clonagem de conta de WhatsApp.

Em Cascavel vários casos já foram registrados, entre eles a clonagem da conta de whats do prefeito Paranhos, também de um casal em que ambos tiveram a conta clonada e o mais recente da cidade aconteceu ontem (08) em queuma clínica de fertilização teve o app clonado. Nem o Arcebispo de Maringá se livrou dos golpistas.

No Paraná, o número de casos registrados apenas desde julho do ano passado no Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), da Polícia Civil, já passaria de 500, segundo apurou a reportagem. Conforme o delegado José Barreto, que desde novembro último comanda o Nuciber, atualmente metade dos Boletins de Ocorrência (BOs) registrados na unidade dizem respeito aos casos de clonagem de WhatsApp.

“É um golpe aplicado de forma muito fácil. Num mesmo dia fazem mais de 50 golpes. Muitas pessoas vem sendo vítimas e orientamos para que a população tome cuidado e se proteja. Tem que desconfiar e não passar dados pessoais pelo telefone”, orienta o delegado.

Bandidos usam a criatividade para conseguir código
Para clonar uma conta de WhatsApp, o cibercriminoso cadastra indevidamente o número de telefone do usuário em um outro dispositivo e, após esse processo, um SMS contendo um código de liberação de acesso é enviado ao celular da vítima. É aí que o bandido usa da criatividade para induzir a vítima a fornecer esse código ao hacker, que em seguida rouba sua conta e bloqueia o seu acesso à rede social.

“Geralmente, as vítimas entram em sites para vender alguma coisa e cadastram o celular, colocam o telefone. Nisso, aparece no site que a pessoa é usuário novo, aí o estelionatário liga para ela, se passa por administrador do site e que precisam confirmar que a pessoa de fato é quem está fazendo anúncio, para evitar fraudes. Vai levando a pessoa na conversa, diz que precisa de um código para confirmar o cadastro e pede o código verificador. A vítima não nota que é o código do Whats e acaba passando, de forma que o indivíduo clona esse WhatsApp, tem acesso aos contatos e começa a fazer pedidos se passando pela vítima”, relata o delegado José Barreto.

Saiba como proteger a sua conta
Para se proteger do risco de ter sua conta de WhatsApp clonada, nunca informe o código de liberação do acesso do WhatsApp para terceiros. Outra opção, é ativar a autenticação de dois fatores, disponível no próprio aplicativo. Dessa forma, mesmo que alguém tenha o código de verificação em mãos, ainda precisará de uma senha previamente cadastrada.

Para ativar, abra seu WhatsApp e toque em Configurações > Contas > Confirmação em duas etapas. Caso tenha sido vítima do golpe, a orientação é para que encaminhe um e-mail para support@whatsapp.com e informe que teve sua conta clonada. Na hora de fazer um BO, informações como como a conta corrente do destino que foi feita a transferência de dinheiro e os contatos que caíram no golpe são importantes

8,5 milhões de brasileiros já tiveram o WhatsApp clonado, revela uma pesquisa divulgada em setembro último pela empresa de segurança virtual PSafe. A estimativa foi feita a partir de entrevistas com 12.680 usuários do aplicativo dfndr security, com projeção baseada na atual população de pessoas com Android no país.

Não é apenas para aplicar golpes financeiros, contudo, que os criminosos clonam contas de WhatsApp. De acordo com a Psafe, 26,7% dos entrevistados apontaram o vazamento de conversas privadas como o principal prejuízo da clonagem de WhatsApp. Em seguida aparece o envio de links com golpes para outros contatos (26,6%); solicitações de dinheiro aos amigos (18,2%), perda da conta do WhatsApp (18,0%); e chantagem (10,5%).

Com informações: Bem Paraná .

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