Tecnologia / Brasil 27 de junho de 2019 15h51

As profissões mais (e menos) ameaçadas por robôs no Brasil

No total, 30 milhões de vagas podem desaparecer em até sete anos...

Mais da metade (54%) dos empregos formais no Brasil poderá ser ocupada por robôs e programas de computador até 2026. É o que concluiu um estudo feito pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília (LAMFO-UnB).

No total, 30 milhões de vagas podem desaparecer em até sete anos. Entre as profissões com maior risco de serem substituídas por robôs estão recepcionista de hotel, leiloeiro e cobrador de ônibus (veja a lista abaixo).

O trabalho da UnB, desenvolvido ao longo de 2018, avaliou 2.602 profissões brasileiras. Os dados foram extraídos a partir do total de carteiras assinadas no fim de 2017, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Os pesquisadores da UnB consultaram acadêmicos e profissionais especialistas em machine learning para classificar as profissões. Técnicas de análise e modelos estatísticos foram utilizados para calcular o risco dos ofícios – estimar a probabilidade de automação de cada um. A seguir, os principais resultados.

As 15 profissões com maior risco de serem substituídas por robôs (em %)

  1. Taquígrafo – 99,55
  2. Torrador de café – 99,52
  3. Cobrador de transportes coletivos (exceto trem) – 99,36
  4. Recepcionista de hotel – 99,13
  5. Cumim (auxiliar de garçom) – 98,11
  6. Salgador de alimentos – 97,72
  7. Serrador de madeira – 96,17
  8. Mestre de galvanoplastia – 95,37
  9. Leiloeiro – 93,87
  10. Gerente de almoxarifado – 93,40
  11. Coletor de lixo domiciliar – 89,32
  12. Alinhador de pneus – 89,02
  13. Afiador de cutelaria -88,38
  14. Carpinteiro de obras – 84,29
  15. Tingidor de roupas -83,04

As 15 ocupações de menor risco de automação (em %)

  1. Engenheiro de telecomunicações – 0,38
  2. Psicanalista – 0,39
  3. Engenheiros de sistemas operacionais em computação – 0,47
  4. Conservador-restaurador de bens culturais – 0,58
  5. Analista de suporte computacional – 0,61
  6. Técnico de enfermagem – 0,84
  7. Estatístico – 0,96
  8. Agente de ação social – 0,98
  9. Médico oftalmologista – 0,98
  10. Artesão com material reciclável – 1,00
  11. Tecnólogo em gestão hospitalar – 1,35
  12. Gerente de recursos humanos – 1,37 13. Perito contábil – 1,40
  13. Gerontólogo- 2,21
  14. Fonoaudiólogo educacional – 2,43%

Os pesquisadores ainda chegaram a outros resultados. Do total de carteiras assinadas, 25 milhões de pessoas (57,37%) estavam em profissões com probabilidade muita alta (acima de 80%) ou alta (60 a 80%) de automação em 2017.

Com informações: Desafio da Educação.

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