Trânsito / Paraná 29 de setembro de 2017 17h36

Transporte rodoviário no PR mais que dobra e já é o segundo do País

Em 2010, o setor gerava uma receita bruta de R$ 11,4 bilhões no Estado. O faturamento chegou a R$ 27,1 bilhões em 2015, um avanço de 137% no período...

Setor rodoviário do Paraná superou Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. São Paulo (foto: Jorge Woll/DER)
Setor rodoviário do Paraná superou Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. São Paulo (foto: Jorge Woll/DER)

As safras recordes, o crescimento do agronegócio e o novo ciclo de industrialização impulsionaram o setor de transporte rodoviário no Paraná. O setor mais que dobrou de tamanho em cinco anos e já é o segundo maior do País, atrás apenas de São Paulo, apontam dados da mais recente Pesquisa Anual de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2010, o setor gerava uma receita bruta de R$ 11,4 bilhões no Estado. O faturamento chegou a R$ 27,1 bilhões em 2015, um avanço de 137% no período. Com isso, o Paraná passou da quinta colocação (7,9% do movimentado no País) para a segunda posição (11,1%).

O Paraná superou Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. São Paulo, na primeira posição, gera receitas de R$ 73,6 bilhões (30,2% do total). O setor de transporte rodoviário, que inclui tanto o de passageiros quanto de cargas, movimenta R$243,8 bilhões por ano no Brasil. Em cinco anos, cresceu 68%.

“O setor de transporte rodoviário sempre foi tradicional no Paraná, por conta da movimentação agrícola, mas o processo de industrialização do Estado, incentivado pelo programa Paraná Competitivo nos últimos anos, também contribuiu para o desenvolvimento do setor”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Positivo - O setor viveu um ciclo positivo, principalmente entre 2010 e 2014, com o crescimento da economia, de acordo com Marcos Battistella, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar).

“A partir de 2015, o transporte de cargas sentiu os efeitos da crise, sobretudo com a redução da demanda da indústria e da construção civil. O agronegócio, contudo, continuou a crescer”, disse. Para Battistella, o Paraná, com o crescimento do agronegócio e a instalação de novas indústrias, tem tudo para se firmar como um dos maiores mercados do setor no País.

EMPREGOS - De acordo com o IBGE, o setor gera mais de 160 mil empregos no Estado. Entre 2010 e 2015, mesmo com a recessão, o número de pessoas ocupadas teve aumento de 48,7%, passando de de 108.623 para 161.538.

O número rendeu uma participação paranaense de 9,1% do total de pessoal empregado no Brasil. O volume movimentado por salários no setor aumentou 132% - de R$ 1,61 bilhão para R$ 3,74 bilhões. A pesquisa mostra que o número de empresas também aumentou – passando de 11.885 em 2010 para 18.295 em 2015.

Com informações: Bem Paraná.

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