Cotidiano / Mundo 13 de março de 2018 17h15

Soja é o principal alvo de retaliação da China aos EUA

Os líderes americanos acreditam que o principal beneficiado por essa disputa comercial seja o Brasil...

Autoridades chinesas afirmaram que a soja norte-americana deverá ser o principal alvo de retaliação do país após as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump na última semana sobre o aço e o alumínio, segundo informou à Reuters Internacional, a Associação Americana de Soja. 

O temor de associações e demais instituições americanas ligadas ao comércio da oleaginosa já vêm de algum tempo, desde que começaram a circular os boatos de uma guerra comercial entre os dois países. A China é responsável, afinal, por mais de um terço das exportações dos EUA e uma retaliação efetiva poderia comprometer severamente essa relação, trazendo ainda mais ajuste ao setor agrícola norte-americano. 

Ainda segundo informações apuradas pela Reuters, desde o final do ano passado, grupos americanos vinham sinalizando preocupações com este cenário. "Ouvimos diretamente dos chineses que a soja seria um dos primeiros alvos de retaliação. A ideia de que somos o único jogador nesse jogo e de que eles não têm muitas outras escolhas está completamente equivocada", diz um anúncio da associação. 

De ambos os lados, as declarações não têm ido muito mais longe. Nem mesmo a embaixada da China em Washington respondeu aos pedidos de um comentário feito pela Reuters. No entanto, os grupos agrícolas norte-americanos criticaram veementemente a decisão da Casa Branca, mais uma vez alertando sobre os impactos na questão da soja, grãos e demais oleaginosas. 

Como esperado, os líderes americanos acreditam que o principal beneficiado por essa disputa comercial seja o Brasil. "Se a China começar a comprar mais de um de nossos concorrentes e estabelecer uma relação ainda melhor com eles, a tendência é de que, no longo prazo, além do curto (como já tem acontecido) nossas exportações para a nação asiática continuem a recuar. E historicamente, os produtores americanos não costumam vencer nestes cenários", diz o executivo chefe da American Soybean Association, Ryan Findland. 

As expectativas para a temporada 2017/18 mostram que as importações chinesas de soja possam vir a superar a 100 milhões de toneladas. O volume consideravelmente maior do que o observado na temporada anterior - de 93,5 milhões de toneladas, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) se dá, principalmente, diante de uma demanda bastante aquecida no setor de rações, uma vez que a China conta com os maiores plantéis de suínos e aves do mundo. O consumo de proteína animal entre os chineses cresce ano e ano e a produção acompanha. 

E o objetivo das indústrias chinesas é o de seguir importando, e aumentando suas importações de matéria-prima, como a soja em grão, para seguir ampliando sua produção de itens finalizados e de valor agregado. Assim, a projeção é de uma queda nas importações, por exemplo, de carne suína. 

Com informações: Notícias Agrícolas.

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