Sinusite não é tudo igual. Conheça as caraterísticas de cada tipo e a diferença para a rinite - Marechal Online

Saúde / Brasil 19 de julho de 2018 18h05

Sinusite não é tudo igual. Conheça as caraterísticas de cada tipo e a diferença para a rinite

A sinusite pode ser classificada em aguda, recorrente e crônica...

A sinusite é uma doença muito comum e facilmente confundida com outra que sempre aparece, principalmente no inverno, a rinite. Segundo a otorrinolaringologista Cleonice Hirata, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, a diferença entre elas está basicamente nas áreas que o processo inflamatório atinge. Na rinite a inflamação afeta a mucosa nasal - o envolvimento da cavidade nasal - já nas sinusites o processo inflamatório atinge também os seios da face.

Pessoas com alterações anatômicas como desvio de septo, portadores de rinite alérgica ou com quadros de imunodeficiências primárias ou secundárias e, até mesmo, quadros odontológicos crônicos, são mais propensas a desenvolver sinusite.

A sinusite pode ser classificada em aguda, recorrente e crônica. As causas da sinusites pode ser viral, bacteriana, alérgica ou fúngica. Os sintomas mais frequentes são tosse, dor localizada na fronte, nos olhos e na face, que pode se acentuar ao baixar a cabeça. A sinusite crônica é composta por quadros que persistem até por meses e podem estar relacionados a alterações anatômicas, processos odontogênicos e processos alérgicos.

"É importante estar atento às mudanças climáticas. Os fatores externos também podem aumentar as chances de desenvolver sinusite. No inverno, quando o tempo está mais seco e aumentam os quadros de gripe, e infecções de vias aéreas mais frequentes, pode desencadear os quadros de sinusite. Manter-se hidratado e estar em dia com o calendário de vacinação, são atitudes que podem ajudar a evitar as crises." alerta a especialista.

A boa notícia é que as sinusites agudas, de etiologia viral, que compreendem a maioria dos casos, tem cura. As sinusites crônicas, que são mais raras, podem ter cura a partir da identificação da causa. Diante disso, deve-se avaliar o melhor tratamento para eliminá-la. Um desvio de septo, por exemplo, pode ser corrigido com uma cirurgia.

Com informações: Bem Paraná.

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