Saúde / Paraná 20 de dezembro de 2018 14h20

Saúde divulga resultados da campanha de Logística Reversa

Ação teve como objetivo conscientizar população de que medicamentos não vão para o lixo comum...

Mais de duas toneladas de resíduos de medicamentos foram recolhidas no Paraná entre 15 de agosto a 15 de outubro, nos 250 pontos de coleta da Campanha de Logística de Reversa de Medicamentos. 

O balanço, divulgado na quinta-feira (20) pela Secretaria de Estado da Saúde, teve como objetivo conscientizar a população de que medicamentos não são como o lixo comum e devem ser descartados de forma específica.

O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, disse que a campanha para recolhimento de medicamentos vencidos e em desuso foi desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, com apoio do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) e Sindifarma (Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná). No total, 92 municípios tiveram pontos de coleta instalados.

"Essa campanha foi um marco histórico para o Paraná, alertando para o grave problema do descarte irregular de medicamentos. Em apenas dois meses, a coleta chegou a duas toneladas, e esse volume é apenas uma parcela dos resíduos de medicamentos domiciliares que são descartados por toda a população", afirmou o secretário.

Destinação

Com substâncias químicas, biológicas ou hormonais, os remédios possuem grande poder contaminante e por isso precisam de tratamento especial desde a coleta para não causarem risco à população. Se o material acaba em um aterro sanitário, se associa ao chorume do lixo comum e pode chegar ao terreno subterrâneo, contaminando o lençol freático.

Se o medicamento vai para o esgoto, pode chegar diretamente ao meio ambiente, poluindo rios, lagos e solo ou então acaba numa estação de tratamento, que nem sempre consegue eliminar totalmente a substância da água. A queima a céu aberto é outra forma de descarte inadequado com graves consequências ambientais.

O diretor do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Santana, lembra que a responsabilidade sobre a destinação adequada dos medicamentos domiciliares em desuso é compartilhada entre todos os envolvidos na cadeia de medicamentos.

Os estabelecimentos que comercializam ou distribuem esses produtos são responsáveis pelo recebimento dos medicamentos da população e armazenamento até o recolhimento para destinação final. Os fabricantes, importadoras e revendedoras se responsabilizam pela coleta, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

?A campanha estadual que desenvolvemos foi essencial para ampliar e fortalecer a logística reversa de medicamentos no Paraná com a participação de todos os envolvidos da cadeia farmacêutica, e participação expressiva da população, de forma a estabelecer a implantação permanente desta política no Estado?, diz Paulo.

Tecnologia 

A caixa receptora utilizada durante a campanha foi desenvolvida pela empresa Embrart Embalagens Inteligentes, em parceria com o Sinpacel (Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose), Sinqfar (Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná).

O coletor é feito de papelão, possui um compartimento para descarte do medicamento e outro para os materiais recicláveis, como bulas e embalagem secundária. Dessa forma, no momento da retirada dos resíduos de medicamentos coletados o refil é retirado e lacrado, e substituído por um novo.

?Esse modelo contribui com a sustentabilidade ambiental, já que possibilita a adequada gestão de resíduos de medicamentos de forma economicamente viável e disponibilização de materiais passíveis de reciclagem?, diz Luciane Otaviano de Lima, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária de Produtos da Secretaria de Estado da Saúde.
 

Com informações: AEN.

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