Religião / Mundo 02 de abril de 2018 11h48

Papa pede fim de conflito na Síria e na Terra Santa

A mensagem também incluiu referências à crise socioeconômica na Venezuela, à guerra no Iêmen e à disputa entre as duas Coreias...

O papa Francisco pediu neste domingo (1º) o fim do que classificou como extermínio na Síria e defendeu a reconciliação na Terra Santa, em referência ao confronto de sexta-feira (30) na fronteira entre Israel e a faixa de Gaza.

Em sua tradicional mensagem "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) no domingo de Páscoa, na basílica de São Pedro, o pontífice pediu o encerramento imediato do conflito na Síria e o respeito aos direito humanos para permitir que a população tenha acesso a ajuda internacional.

"Invocamos frutos de reconciliação para a Terra Santa, que nestes dias também está sendo afetada por conflitos abertos que não respeitam os indefesos", disse Francisco, em referência aos confrontos entre soldados israelenses e civis palestinos que deixaram 16 mortos e mais de mil feridos.

A mensagem também incluiu referências à crise socioeconômica na Venezuela, à guerra no Iêmen e à disputa entre as duas Coreias.

Em relação à península Coreana, que vê um processo de distensão após dois anos de escalada da animosidade provocada pelos testes nucleares e balísticos da Coreia do Norte, o papa pediu que Seul e Pyongyang resolvam a questão.

"Que os que têm responsabilidades diretas atuem com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e para gerar confiança na comunidade internacional", disse ele.

Ao falar sobre o Iêmen, país devastado por três anos de guerra civil, também pediu "diálogo e respeito mútuo".

Em relação à situação da Venezuela, Francisco desejou uma saída "justa, pacífica e humana" para a crise política e humanitária.

"Suplicamos frutos de consolação para o povo venezuelano, que, como escreveram seus pastores, vive em uma espécie de 'terra estrangeira' em seu próprio país", afirmou o pontífice.

"Pela força da ressurreição do Senhor Jesus, que não faltem a acolhida e a assistência a seus filhos que estão obrigados a abandonar sua pátria", completou.

A mensagem seguiu a linha que o papa já tinha adotado nas declarações da Sexta-Feira Santa, quando pediu aos fiéis e aos clérigos que redescobrissem a capacidade de sentir vergonha por seu papel em relação aos problemas do mundo:

"Nossas gerações estão deixando aos jovens um mundo fraturado pelas divisões e pelas guerras, devorado pelo egoísmo em que os jovens, as crianças, os doentes e os idosos são colocados à margem".

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