Cotidiano / Brasil 03 de janeiro de 2019 18h21

No 1º pregão do governo Bolsonaro, Bolsa bate recorde histórico

No melhor momento do dia, alcançou 91.478,84 pontos, também maior nível já registrado durante um pregão...

O primeiro pregão do governo Jair Bolsonaro foi marcado pelo otimismo do mercado. O IBOVESPA, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fechou o dia com máxima histórica, acima dos 91.000 pontos pela primeira vez, em meio a perspectivas favoráveis para a economia brasileira em 2019 e para o novo governo do país.

Índice subiu 3,56%, a 91.012 pontos nesta quarta-feira, 2. No melhor momento do dia, alcançou 91.478,84 pontos, também maior nível já registrado durante um pregão. 

A máxima anterior era de 89.820 pontos, alcançada em 3 de dezembro do ano passado. O volume financeiro na sessão somou 15,85 bilhões de reais.

Segundo analistas econômicos, o movimento de alta está relacionado ao discurso de posse de Bolsonaro na Presidência da República e à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre medidas de ajuste fiscal, definindo a reforma da Previdência como meta.

Outro parâmetro da economia, o dólar comercial fechou o dia em forte queda, cotado a 3,809 reais.

Para estrategistas do BTG Pactual, as perspectivas para a bolsa em 2019 são promissoras. “Esperamos que a nova administração de direita implemente grandes mudanças no funcionamento da economia”, disseram em relatório.

Profissionais da área de renda variável também atribuíam o movimento mais forte à tarde principalmente à compra de ações por agentes financeiros locais, ainda em processo de realocação de portfólios para o mês e o ano.

A melhora do petróleo, após começar a quinta-feira com viés mais negativo, chancelou a alta na bolsa brasileira. Wall Street também situava-se longe das mínimas nesta tarde, corroborando o avanço no pregão local.

“De fato tivemos boas notícias nos últimos dias”, disse um gestor, citando entre elas discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro, considerado positivo, e apoio do PSL para a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Além disso, houve um alívio na pressão mais negativa das bolsas no exterior; e com a virada do ano os fundos mostram nova disposição para tomar risco. “Tudo isso somado está gerando o dia bem positivo”, afirmou o gestor, que fica em São Paulo.

Câmbio

No começo do dia, o dólar comercial chegou a operar em alta ante o real sob influência do mercado internacional, onde a moeda americana avançava sobre divisas de países emergentes, como o peso chileno a lira turca, em dia de preocupações com o baixo crescimento global após dados mais fracos sobre a economia chinesa.

“O mercado vai reagir pontualmente sempre que alguém (do novo governo) fizer declarações”, disse o operador de câmbio da Necton Corretora, José Carlos Amado.

A atividade industrial da China contraiu pela primeira vez em 19 meses em dezembro, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit.

A leitura acompanha a pesquisa oficial divulgada na segunda-feira, que mostrou crescentes apertos no setor industrial do país asiático, importante fonte de empregos, e reforça a visão de que a economia está perdendo mais força.

Também na Europa a indústria expandiu apenas ligeiramente em dezembro, reforçando a percepção de desaceleração econômica global.

Com informações: Com Reuters - Portal Cantu.

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