Saúde / Marechal Cândido Rondon 10 de janeiro de 2018 09h58

Levantamento aponta focos do mosquito da dengue Marechal Rondon

O resultado da última amostragem, realizada nos dias 3, 4 e 5 de janeiro, apresentou 8,1% de presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, em imóveis no município...

O Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCD) de Marechal Rondon, divulgou o resultado do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), deste ano. O resultado da última amostragem, realizada nos dias 3, 4 e 5 de janeiro, apresentou 8,1% de presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, em imóveis no município.

O índice geral é considerado preocupante, já que para o Ministério da Saúde o ideal é que ele seja menor que 1%. No entanto, segundo o coordenador do PMCD do setor de Endemias da Secretaria de Saúde, Sérgio Sigmar Radke, mesmo com números nada positivos, o resultado já era esperado. “O alto volume de chuvas, aliado ao calor, contribuiu para esse resultado, pois vários locais ficaram com acúmulo de água, facilitando o aparecimento de focos de larvas”, explica.

Índice

Ao todo, 943 imóveis foram visitados, em um total de 18 localidades. Nesses locais, foram encontrados 58 focos positivos para aedes aegypti. O Centro, com 21 focos, o Augusto, com 11 e o Primavera com 7 focos, são os locais que apresentam as incidências mais altas.

Prevenção

Radke lembra que a colaboração da população é fundamental para que não surjam novos casos da doença, no município. “As orientações permanecem as mesmas: não deixar recipientes e locais com acúmulo de água, remover folhas e galhos das calhas, manter pneus sem água e garrafas viradas com a ‘boca’ para baixo, colocar o lixo em sacos plásticos, manter a caixa d’água fechada, manter o quintal limpo, entre outros cuidados”, reforça.

Agentes

O coordenador ressalta ainda, a importância de permitir a visita dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). “O trabalho de prevenção depende de todos, incluindo a presença dos agentes de combate às endemias, na rotina das visitas das casas. Temos relatos de moradores que não permitem a entrada dos agentes, porém, é preciso lembrar que eles estão apenas fazendo o trabalho deles, que não é em benefício próprio, mas sim de toda a comunidade”, destaca.

Caso necessário, o Ministério Público (MP) pode ser acionado e assim, o agente pode ter sua entrada forçada na residência ou em locais particulares abandonados. 

Com informações: Assessoria.

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