Saúde / Marechal Cândido Rondon 22 de janeiro de 2018 14h51

Escargot: de iguaria exótica a risco para a saúde

Devido aos riscos à saúde, a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, em sintonia com a Secretaria Municipal de Saúde, alerta sobre os perigos da exposição ao molusco...

O calor e as chuvas constantes têm provocado o aumento do número de caramujos gigantes africanos, em Marechal Rondon. Devido aos riscos à saúde, a Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental, em sintonia com a Secretaria Municipal de Saúde, alerta sobre os perigos da exposição ao molusco.

“A infecção humana se dá ao ingerir as larvas dos vermes contidas no caramujo ou em frutas e legumes contaminados com o muco (gosma) que ele libera quando se locomove”, explica Larissa Hoff, responsável pelo setor de paisagismo e meio ambiente da pasta.

Por isso, Larissa ressalta a importância da prevenção na hora de manusear alimentos. “Após a lavagem dos alimentos, deve-se colocá-los em um litro de água, com uma colher de água sanitária por no mínimo 15 minutos. Em seguida, os alimentos devem ser lavados com água potável”, orienta.

O “Achatina fulica” pode, também, causar sérios danos a hortas e jardins, pois se alimenta de folhas, ramos e flores de plantas.

Verminoses

Hospedeiro de várias espécies de vermes, o caramujo pode provocar meningite eosinofílica, a partir da inflamação nas meninges – que envolvem o cérebro – possível de ocorrer através da ingestão das larvas do molusco infectado. Outra doença causada pelo molusco, é a estrongiloidíase, que se trata de uma infecção intestinal.

Controle

Ao encontrar locais infestados, a orientação é a de colocar iscas, como cascas de legumes umedecidas ou panos escuros e úmidos, ao lado de palha e de telhas emborcadas. Normalmente, de madrugada, os caramujos se escondem nesses locais e assim, de manhã, é possível coletá-los e exterminá-los.

“Após a coleta, as opções para eliminá-lo contemplam a incineração, uso de sal grosso ou de cloro. Nas duas últimas opções, deve-se colocá-los em um recipiente com água e seis colheres de sal para cada litro do líquido ou então, submergi-los em uma parte de cloro e três de água, deixando-os 24 horas de molho antes de descartá-los”, explica Larissa.

As conchas dos caramujos mortos também devem ser destruídas, para evitar o acúmulo de água e a criação de larvas do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Caracol africano

O caramujo gigante veio da África e foi introduzido no Brasil, como uma versão do “escargot”, apreciado na culinária, especialmente a europeia. É frequentemente encontrado em pedaços de troncos, folhas, pedras e lixo. Deixa ainda, um rastro brilhante por onde passa, o que facilita a localização. Pode medir até 12 centímetros e tem sua concha marrom, com listras claras.

Ele se reproduz rapidamente, colocando dezenas de ovos arredondados, branco-amarelados, do tamanho de sementes de mamão, que ficam semi-enterrados no solo.

Com informações: Assessoria.

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