Cotidiano / Brasil 16 de maio de 2018 08h35

Empresário diz que arrematou tríplex atribuído a Lula porque viu boa oportunidade e simbolismo

Segundo a administração do condomínio, recaem sobre o imóvel débitos de cerca de R$ 47 mil, que deverão ser pagos pelo arrematante...

Com um lance feito nos últimos minutos, o empresário Fernando Costa Gontijo arrematou o tríplex atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por R$ 2,2 milhões por considerar o preço adequado e avaliar que o simbolismo pode agregar valor ao imóvel.

"Estou sempre atento às boas oportunidades e a minha percepção é de que fiz um bom investimento", diz o dono da Guarujá Participação, empresa criada com finalidade específica de fazer a compra.

Gontijo, 64, afirma que trabalha há 38 anos com imóveis em Brasília, tanto no ramo de construção como de investimentos. Tem mais de dez empresas no ramo.

Nega ter ligações políticas e diz que viu uma boa oportunidade no apartamento do edifício Solaris, no Guarujá (SP), que fica em frente à praia de Astúrias. Como empresário, já passou pela Via Engenharia, empresa investigada no caso do mensalão do Distrito Federal, que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda.

Ele diz que ainda não decidiu o que pretende fazer com o tríplex. "Vou aguardar a homologação da compra, a carta de arrematação e então vou definir a estratégia de projeto para o imóvel", diz.

Segundo Gontijo, não valia a pena esperar por um segundo leilão, com preço menor, porque poderia atrair mais interessados.

Na manhã desta terça (15), um usuário de Piracicaba, no interior de São Paulo, também chegou a realizar uma oferta no valor mínimo. Posteriormente, no entanto, ele enviou um e-mail dizendo que fez o lance equivocadamente.

Segundo a assessoria de imprensa da Superbid, responsável pelo leilão na internet, o usuário pediu o cancelamento da oferta, autorizado por Moro. 

O tríplex do condomínio Solaris, de acordo com o anúncio, tem 215 m² de área privativa, quatro dormitórios (sendo duas suítes), sala com varanda, piscina, churrasqueira e duas vagas de garagem. Um elevador integra os três andares, mas não é possível verificar o funcionamento porque a luz da unidade não está ligada, informa o laudo de avaliação.

Segundo a administração do condomínio, recaem sobre o imóvel débitos de cerca de R$ 47 mil, que deverão ser pagos pelo arrematante.

Na ação apresentada pelo Ministério Público Federal, Lula foi acusado de receber o apartamento como propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão. Ele nega irregularidades.

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