Saúde / Paraná 02 de fevereiro de 2018 16h52

Doenças circulatórias e cânceres são as que mais matam no PR

A pesquisa revela ainda que uma pessoa morre a cada oito minutos no Estado...

A cada oito minutos, uma família do Paraná entra em luto. Por ano são registradas, em média, 62.031 mortes no estado, cujas principais causas são, na ordem, as doenças do aparelho circulatório, neoplasias (cânceres), causas externas (como acidentes de trânsito e violência), doenças do aparelho respiratório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas.

Os dados, levantados por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam que entre 1996 e 2016, último ano com dados disponíveis, foram registrados 1.302.668 óbitos no Paraná, o equivalente a 170 mortes por dia ou ainda um registro a cada 8 minutos.

Para aferir quais os problemas que mais acometem a população paranaense, considerou-se a classificação mais ampla da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), que são os 22 capítulos – que se dividem ainda em 275 grupos, 2.045 categorias e 12.451 subcategorias.

Responsável por 30,9% das mortes registradas no Paraná, as doenças do aparelho circulatório aparecem isolado como as que mais mataram os paranaenses nos 21 anos analisados. Foram 402.590 óbitos no período, a maioria dos registros relacionados a infarto agudo do miocardio e acidente vascular cerebral. Além disso, na comparação de 2016 com 1996, verifica-se um aumento de 23,7% no número de mortes, que passou de 17.183 para 21.253.

A segunda colocação do ranking fica com os diversos tipos de neoplasia, responsáveis por 218.873 óbitos no Paraná (confira mais sobre o assunto na matéria abaixo). Em terceiro lugar estão as causas externas de morbidade e de mortalidade, com 172.864 óbitos (13,3% do total) e um crescimento de 26% na comparação 1996-2016 (passou de 7.126 mortes para 8.977). Neste grupo, as principais causas de morte são acidentes de transporte e agressões.

Completando o ‘pódio’, aparecem as doenças do aparelho respiratório e as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Foram 140.180 e 69.898 mortes registradas por tais motivos no período analisado, com variação de 65,9 e 119,4% no número de óbitos na comparação de 1996 com 2016, respectivamente. No primeiro caso, haviam sido 5.652 mortes em 1996 e 9.378 em 2016. No segundo, o número de óbitos passou de 1.992 para 4.370.

Em 21 anos, mortes por câncer sobem 97%
No próximo domingo é marcado pelo Dia Mundial do Câncer, data criada pela União Internacional de Controle do Câncer e que busca levar as pessoas a refletirem sobre a doença. A ideia é evitar milhões de mortes por ano em decorrência da enfermidade, a segunda que mais mata no Paraná e uma das que mais tem crescido o número de óbitos ano a ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1996 e 2016 o número de mortes em decorrência de neoplasias teve crescimento de 97,8% no Paraná, saltando de 7.009 para 13.860. Desde 2003 o número de óbitos tem só crescido ano a ano, sendo os cânceres dos brônquios e dos pulmões, estômago e próstata os que mais matam no estado.

Na manhã desta sexta-feira (2), inclusive, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançará a publicação Estimativa 2018/2019: Incidência de Câncer no Brasil. O livro traz as estimativas de novos casos de 19 tipos de câncer mais incidentes na população brasileira e ajuda gestores da saúde a elaborar políticas públicas de prevenção, detecção precoce e tratamento da doença.

 O que mais mata no Paraná

  • Doenças do aparelho circulatório 402.590
  • Neoplasias (tumores) 218.873
  • Causas externas de morbidade e de mortalidade 172.864
  • Doenças do aparelho respiratório 140.180
  • Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas 69.898

Com informações: Bem Paraná.

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