Política / Paraná 08 de novembro de 2018 07h58

Câmara aprova relatório de Rubens que prevê tratamento para estudantes com dislexia e déficit de atenção

A proposta, do ex-senador Gerson Camata, aprovada por meio de substitutivo que reúne outros projetos semelhantes, volta agora para a análise final do Senado...

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira relatório do deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) ao projeto de Lei (PL 7.081/2010) que estabelece que o Poder Público deve manter programa de diagnóstico e tratamento de estudantes da educação básica com dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A proposta, do ex-senador Gerson Camata, aprovada por meio de substitutivo que reúne outros projetos semelhantes, volta agora para a análise final do Senado.

"Foram dez anos de luta pela aprovação desse projeto que vai beneficiar milhares de crianças e adolescentes do país que enfrentam dificuldades no aprendizado devido a esses distúrbios. A primeira proposta nesse sentido começou a tramitar em 2008. Trata-se de uma iniciativa da maior importância para melhorar a qualidade da educação no país e propiciar um tratamento digno para esses estudantes", afirmou Rubens Bueno, que é professor.

O deputado ressaltou ainda que o projeto prevê que o diagnóstico e o tratamento devem ocorrer por meio de equipe multidisciplinar, de que deverão participar, por exemplo, educadores, psicólogos, psicopedagogos, médicos e fonoaudiólogos.

"As escolas da educação básica também devem assegurar às crianças e aos adolescentes com dislexia e TDAH o acesso aos recursos didáticos adequados ao desenvolvimento de sua aprendizagem. Além disso, os professores da educação básica passarão por cursos sobre o diagnóstico e o tratamento, de modo a facilitar o trabalho da equipe multidisciplinar", explicou Bueno.

O projeto determina ainda a promoção de atividades para alcançar a identificação precoce dos alunos que sofrem dos distúrbios e destaca a responsabilidade de a escola, em todos os níveis, incluindo creches, após aviso adequado às famílias, implementar ações suficientes para identificar casos suspeitos de dislexia e TDAH entre os alunos.

Com informações: Assessoria.

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