Religião / Reflexão 13 de novembro de 2017 07h25

Caifás

Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus. Joel 2:13.

Era costume entre os judeus rasgar as vestes por morte de amigos, mas esse costume não deviam os sacerdotes observar. … Tudo que era usado pelo sacerdote devia ser de uma só peça, e isento de defeito. Por aquelas belas vestes oficiais estava representado o caráter do grande protótipo, Jesus Cristo. Nada senão a perfeição, no vestuário e na atitude, na palavra e no espírito, podia ser aceitável a Deus. Ele é santo, e Sua glória e perfeição devem ser representadas pelo serviço terrestre. … Os homens finitos poderiam rasgar o próprio coração, mostrando espírito arrependido e humilde. Isso seria distinguido por Deus. Mas nenhum rasgão deveria ser feito no vestido sacerdotal, pois isso mancharia a representação das coisas celestiais. 

Quando Cristo declarou ser o Filho de Deus, Caifás, simulando horror, rasgou as vestes e acusou de blasfêmia o Santo de Israel. …

Fez ele exatamente aquilo que o Senhor ordenara não se fizesse. Achando-se sob a condenação de Deus, pronunciou sobre Cristo a sentença de blasfemo. … A veste sacerdotal que ele rasgou para impressionar o povo com sua atitude de mostrar-se horrorizado com o pecado de blasfêmia, cobria um coração cheio de impiedade. …

Quão diferente foi o verdadeiro Sumo Sacerdote, do falso e corrupto Caifás! Ali estava Cristo perante o falso sumo sacerdote, puro e imaculado, sem uma mancha de pecado. Cristo chorou pela transgressão de cada ser humano. Tomou sobre Si mesmo a culpa de Caifás, conhecendo a hipocrisia que lhe morava na alma, enquanto presunçosamente rasgava a veste. Cristo não rasgou a veste, mas tinha a alma dilacerada. Sua roupagem da carne humana rompeu-se ao pender da cruz, como portador dos pecados do gênero humano.

Hoje, muitos que alegam ser cristãos estão em perigo de rasgar suas vestes, fazendo uma exibição exterior de arrependimento, quando não têm o coração enternecido e dócil. Por isso é que tantos continuam a fracassar na vida cristã. Mostram-se exteriormente tristes em presença do mal, mas seu arrependimento não é daquele de que não há necessidade de arrepender-se.

Com informações: Meditação.

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