Saúde / Brasil 19 de outubro de 2018 11h36

Bebê retirada da barriga da mãe em crime bárbaro está internada em UTI

A mãe da criança foi estrangulada e morta por uma mulher que forjava uma gravidez...

Permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital São Lucas, em Patos de Minas, na Região do Alto Paranaíba, o bebê que foi arrancado do ventre da mãe em um crime bárbaro em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais. 

Segundo a unidade de saúde, a criança segue em situação estável e ainda não tem previsão de alta. A autora do crime de 40 anos, e o marido dela de 57, estão preso por causa do assassinato da mulher de 21 anos.

Por meio de nota, o hospital informou que a criança tem idade gestacional estimada de 36 semanas e cinco dias. O peso do nascimento dela é de 2.960 gramas. “No momento aos cuidados de equipe especializada e recebendo medicamentos diante das condições clínicas observadas”, um novo boletim médico pode ser divulgado ainda nesta quarta-feira. 

A criança foi levada para o hospital na noite de segunda-feira, horas depois do assassinato da mãe dela. A autora do assassinato afirmou, em depoimento, que atraiu a mulher até a BR-040, onde a estrangulou com um fio de metal. Depois, retirou o bebê da barriga dela enquanto a vítima ainda estava viva, de acordo com informações da Polícia Civil. Ela e o companheiro vão responder por homicídio qualificado e por dar parto alheio como próprio. Se condenados, podem pegar até 30 anos de prisão. 
A vítima havia desaparecido na última segunda-feira e o corpo dela foi encontrado no dia seguinte por pessoas que passavam em um matagal próximo ao Km 143 da BR-040, perto de um antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As buscas foram intensificadas depois da autora ir a um hospital com uma recém-nascida, junto com o marido, dizendo que a filha era sua. Desconfiados, os funcionários da unidade de saúde acionaram a Polícia Militar (PM) e a mulher acabou confessando o crime. 
Em depoimento, cujo teor foi divulgado ontem pela Polícia Civil, a mulher deu detalhes do crime macabro. Ela confessou ter planejado toda a trama para retirar a criança da vítima.

De acordo com relato da mulher, primeiro ela informou que atraiu a vítima para um matagal às margens da BR-040. Lá, ela atirou álcool contra o rosto da vítima e a estrangulou com um fio de metal. Ainda segundo a autora confessa, logo depois de enforcar, ela pendurou o corpo em uma árvore e fez o parto clandestino utilizando uma faca de cozinha. Conforme o depoimento à polícia, a vítima ainda estava viva quando a criança foi retirada. As armas usadas no crime ainda estão sendo procuradas. 
A mulher disse ainda que depois de assassinar, ela chamou o marido e, junto com o recém-nascido, foi até o Hospital Municipal de João Pinheiro. Ela chegou à unidade de saúde na noite de segunda-feira. A PM foi acionada por funcionários que relatavam a entrada de uma paciente bastante agitada, com uma recém-nascida no colo, afirmando que acabara de dar à luz. Entretanto, de acordo com os funcionários da unidade de saúde, ela caminhava normalmente e se recusou a ser atendida por um médico obstetra, situação incomum em casos de parto. 
Ao chegar ao hospital, policiais militares encontraram familiares em busca da vítima, que afirmaram que a mulher estava grávida de oito meses e que a mulher que havia ido à instituição morava com ela desde sábado. Além disso, uma testemunha, que seria vizinha das duas mulheres, disse que por volta das 13h30 daquele dia viu a autora do crime saindo com a vítima e sua outra filha de 1 ano. Com os indícios, a mulher acabou confessando o crime. 
O casal teve a prisão decretada. A recém-nascida foi atendida no Hospital Municipal de João Pinheiro e transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. onde se recupera de um corte na cabeça sofrido durante as agressões à mãe. Os dois já foram encaminhados para unidades do Sistema Prisional de Minas Gerais e ficam à disposição da Justiça.

Com informações: Estadão de Minas.

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