Política / 2º Turno / Eleições 2018 09 de outubro de 2018 16h51

Álvaro Dias, Novo e PP descartam apoio a candidatos ao segundo turno

Marcado para o dia 28 de outubro, o pleito será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)...

Por meio de sua conta no Twitter o Partido Novo, que teve João Amoêdo como candidato à Presidência da República, comunicou nesta terça-feira (9) que não apoiará nenhum dos candidatos ao segundo turno. Marcado para o dia 28 de outubro, o pleito será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Na postagem, a sigla avalia que obteve grandes conquistas e sai fortalecida dessas eleições. “No entanto, o cenário presidencial não é o que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição à sociedade se dará através da atuação da nossa bancada eleita, alinha com nossos princípios e valores. Mesmo declarando neutralidade o partido faz questão de enfatizar que seus integrantes são ‘absolutamente contrários ao PT’ que dizem ter ideias e práticas opostas às defendidas pela legenda”.

O Novo elegeu oito deputados federais e está na briga pelo governo de Minas Gerais com Romeu Zema.

Outro partido que também declarou neutralidade foi o PP que, no primeiro turno, foi uma das siglas que avalizaram a candidatura do tucano Geraldo Alckmin. Em uma carta longa, de três páginas, dirigida aos progressistas, o presidente do partido Ciro Nogueira (PI) diz que o eleitor claramente enviou um recado ao país: quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha. “Isso significa que o eleitor quer o silêncio e o palco vazio de qualquer ruído ou informação que interfira na sua reflexão sobre qual candidato escolher”, disse Nogueira.

Ao reafirmar o compromisso do partido com a democracia, estabilidade econômica, social e com as garantias fundamentais, o PP, que elegeu 37 deputados federais, cinco senadores e o governador do Acre, Gladson Cameli, afirma que está disposto a colaborar com o futuro governo “em todas as agendas coerentes e resolutivas que sejam capazes de enfrentar e encaminhar a solução para os grandes problemas que o país precisa solucionar”.

Outros partidos
A semana deve ser de definição de apoios a um dos dois candidatos que foram para o segundo turno. O PSB e o PSDB devem definir suas posições em reuniões marcadas para a tarde de hoje em Brasília.

A Comissão Executiva Nacional do PSB se reúne, às 14h30, na sede do partido, em Brasília. Às 15h, a Executiva Nacional do PSDB também se encontra na capital federal. O PPL, que lançou João Goulart Filho, é outro partido que se reúne nesta terça-feira em Brasília. A expectativa é de que Rede e o DC (Democracia Cristã), de Eymael, anunciem hoje seus apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir amanhã (10) na capital federal. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para o dia 11 o anúncio.

O senador Alvaro Dias (Podemos), por sua vez, derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais, disse que vai se licenciar do Senado pelas próximas semanas e que ficará em silêncio na segunda etapa do pleito.

“Acho que o silêncio é a melhor alternativa para esse momento no meu caso”, declarou.

Segundo o senador, o Podemos deve realizar uma consulta interna a seus filiados para definir a posição do partido, mas ele afirmou que não pretende seguir qualquer decisão de sua sigla.

A reportagem perguntou a Dias se ele pretende votar em Bolsonaro ou Haddad no segundo turno, mesmo que não declare publicamente seu apoio. Ele respondeu apenas que é favorável ao voto facultativo e que o eleitor deveria ter o direito de não escolher nenhum candidato caso não se sinta representado.

Dias embarcou em seguida num voo de São Paulo para Brasília. Minutos depois, em conversa por telefone, ele disse a um interlocutor que o voto nulo é uma opção aceitável. “Eu não vou me responsabilizar pelo desastre”, afirmou, ao celular.

O presidenciável do Podemos marcou sua campanha por críticas pesadas ao PT e, principalmente, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dias terminou o primeiro turno em nono lugar, com 859 mil votos (0,8% dos votos válidos).

Com informações: Agência Brasil.

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