Cotidiano / Paraná 12 de abril de 2018 16h38

Adolescentes ‘envelhecem’ 50 anos em simulação

Experiência fez parte de um projeto de biomecânica e também de sensibilidade...

Com vestimentas especiais jovens sentiram o peso da idade (Foto: Franklin de Freitas)
Com vestimentas especiais jovens sentiram o peso da idade (Foto: Franklin de Freitas)

Estudantes do ensino médio testaram participaqram, ontem, de uma vivência sobre as limitações que a idade impõe aos idosos. Com o auxílio de vestimenta especial e uma plataforma, os jovens simularam movimentos e o equilíbrio como se tivessem pelo menos 50 anos a mais. A simulação ocorreu no Laboratório de Motricidade Humana da Pontifícia Universiade Católica do Paraná (PUCPR).

A ação marcou o Dia Nacional da Biomecânica, celebrado em 11 de abril, que tem o objetivo de estimular o conhecimento e despertar a curiosidade em relação a pesquisas sobre como nosso corpo se movimenta.

“A biomecânica engloba ciência, tecnologia, engenharia e saúde. Com esta vivência, conscientizamos os jovens sobre os cuidados necessários para que envelheçam com saúde e que tenham a percepção sobre a limitação que os idosos ao seu redor têm”, afirma o pesquisador Eduardo Mendonça Scheeren, professor do curso de Educação Física e do programa de pós-graduação em Tecnologia em Saúde da PUCPR.

Vilmar Heinzen Junior, 16 anos, participou da atividade. Um colete curvou a coluna e limitou o quadril. Outras peças firmaram as articulações dos cotovelos e joelhos. Pesos nos braços e tornozelos deixaram o corpo mais pesado e uma máscara reduziu a capacidade de visão. “Agora eu sei como é difícil ser idoso. Não sabia que os movimentos eram tão limitados assim. É difícil para subir uma escada e sentar em uma cadeira”, diz.

Os jovens ainda receberam orientações para envelhecerem com saúde. O ortopedista Antônio Krieger, do Hospital Marcelino Champagnat, ressaltou que tudo que fazemos com o nosso organismo hoje será sentido com o avançar do tempo, destacando a importância de manter uma alimentação saudável e o corpo em movimento. “O sedentarismo é devastador para a saúde. Na medicina, tentamos trabalhar mais com prevenção do que com tratamento”, diz.
 

Com informações: Bem Paraná.

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